
E aí moçada, firmeza?
Hoje finalmente eu tive saco pra voltar a escrever as minhas costumeiras bobagens que vocês leem aqui.
O papo, por sinal, ia ser sobre a Seleção Brasileira e a suada vitória de ontem. Mas mudei de idéia. A notícia da morte do Michael Jackson caiu como uma bomba ontem no final da tarde. E eu não posso deixar passar em branco a morte do maior ídolo do pop mundial.
A manchete do jornal francês
Le Monde foi: "O Rei Está Morto." E não é exagero nenhum. Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958 na cidade de Gary, estado de Indiana (EUA). E o sucesso acompanhou a carreira dele desde cedo.
Com apenas 5 anos de idade Michael já se apresentava com os irmãos no grupo The Jackson Five.
Com 21 anos, Michael se tornou mundialmente famoso com o disco
Off The Wall (1979) , aquele das luvas e meias brilhantes.
Três anos depois o cara se tornou de fato um mito e o grande astro dos anos 80 ao lançar
Thriller (1982), o álbum mais vendido de todos os tempos. E meu amigo, o pop já teve ídolos como os Beatles e o Elvis Presley, então conseguir vender mais do que esses caras não é pouca coisa MESMO.
Infelizmente o Michael Jackson foi daqueles caras que se tornaram reféns do próprio sucesso. O
Thriller foi um disco perfeito. Tão perfeito que mais parecia uma coletênea das melhores músicas do cara, como Beat It, Billie Jean, The Lady In My Life, Baby Be Mine e é claro, Thriller, a música que deu nome ao disco.
A exemplo de Peter Frampton, que depois de
Frampton Comes Alive nunca mais lançou nada que prestasse e do Nirvana, que depois de
Nevermind teve que apelar pra um acústico pra lembrar o mundo que a banda ainda existia, Michael nunca mais conseguiu igualar
Thriller, nem em sucesso nem em qualidade. Mesmo assim os dois discos seguintes foram bonzinhos,
Bad (1987) e
Dangerous (1991) fizeram um tremendo sucesso, até mais do que mereciam.
E foi aí que a casa começou a cair para o Rei do Pop.
Do mesmo jeito que Frampton e Kurt Cobain fizeram trabalhos fantásticos e depois piraram por não conseguir manter o mesmo nível, Michael também deve ter olhado para a sua carreira e falado: "E agora, José? Vou viver de quê?" Os anos seguintes foram muito mais marcados pelas lambanças de Michael nos bastidores do que pela suas performances nos palcos.
O auge foi em 1993 quando o cantor foi acusado de abuso sexual pela família do garoto Jordan Chandler. Daí pra frente foi uma acusação de pedofilia atrás da outra, sem falar na ridícula mania de se tornar branco e fazer cirurgias plásticas.
Os dois últimos discos dele foram verdadeiros fracassos.
History (1995) e
Invencible (2001) mostraram claramente a franca decadência da carreira do astro, além da precariedade da sua saúde.
Nos últimos anos a coisa estava tão feia para Michael Jackson que ele era sacaneado até nos shows do Chris Rock. Lembram-se das pérolas " What kind of a black man shows up in his own audience 15 minutes late" e "You better take your ass to Banana Republic e buy yourself a decent suit?"
Infelizmente o mundo perde mais um dos seus grandes ídolos. Apesar de eu achar que nesse caso já tinha perdido faz tempo. O Michael Jackson que merece ser lembrado, o grande artista, cantor e dançarino de
Thriller, esse já não existe há mais de 20 anos. É uma pena.
Pelo meu amigo Titi Jupí